Um dia após o Senado rejeitar o nome do ministro Jorge Messias (Advocacia-Geral da União) para a vaga no STF (Supremo Tribunal Federal), os congressistas podem impor nesta quinta-feira, 30, uma nova derrota ao governo na sessão conjunta da Câmara e do Senado, convocada pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), com pauta única: o veto total do presidente Lula ao projeto que reduz penas para os condenados pela tentativa de golpe de Estado, entre eles, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ). 

O governo sabe que tem grandes chances de ser derrotado, mas Lula considera que marcou sua posição ao vetar o projeto. A convocação da sessão foi um aceno de Alcolumbre à oposição, tanto do Senado quanto da Câmara.

Pressentindo a derrota, vários deputados do PT deixaram Brasília na noite desta quarta-feira, 29. A sessão será híbrida, com votos presenciais ou virtuais, mas ao voltarem para suas bases eles abandonaram as negociações em torno do veto.

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A oposição tenta “fatiar” o veto para não correr o risco de ser complacente com facções criminosas, visto que a proposta, além de reduzir as penas para os crimes do 8 de Janeiro, também beneficia outros criminosos, por exempli, os faccionados.

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