O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), escolheu para relatar a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) pelo fim da jornada 6×1 o deputado Leo Prates (Republicanos-BA), um político que fez toda sua carreira ligada ao grupo de ACM Neto, ex-prefeito de Salvador, dirigente do União Brasil e pré-candidato ao governo da Bahia.

A escolha é um aceno ao centro político dentro de um entendimento do presidente da Câmara de que é preciso ter equilíbrio na condução da proposta. Nessa balança, Motta indicou o petista Alencar Santana (SP) para presidir o colegiado. Na foto em destaque, Prates está à esquerda do presidente da Câmara e Santana à direita.

A trajetória de Prates na política foi construída na oposição aos governos petistas na Bahia, no entanto, a escolha foi bem aceita pelo Planalto. “Não é dos piores”, disse, sob reserva, um interlocutor do PT na Bahia. Apesar da origem na direita, Prates mantém a capacidade de diálogo, inclusive chegou a ser recebido no Planalto pelo então ministro Rui Costa, que chefiava a Casa Civil até abril.

Prates foi assessor de ACM Neto, vereador pelo DEM e, pelo PDT, chegou a ocupar o cargo de secretário de Saúde da Prefeitura de Salvador durante a pandemia, na gestão carlista. Embora tenha migrado do PDT para o Republicanos no mês passado, a articulação para se ter Prates na relatoria foi feita com o apoio do deputado Mário Heringer (MG), líder do PDT na Câmara.

Após ser anunciado, Prates se disse surpreso por ter seu nome defendido pelos líderes pedetistas mesmo com sua saída do partido. Ele disse ainda que sua intenção no relatório é “mitigar os anseios produtivos” e que é preciso compreender que o trabalho a ser feito não é “contra ninguém, mas a favor das pessoas”.

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A instalação da comissão será feita nesta quarta-feira, 29, às 14 horas. Os partidos ainda estão indicando os integrantes. A ideia é que a proposta seja aprovada na Câmara até o final de maio na comissão. O anúncio foi feito por Motta nesta terça, após a reunião de líderes.

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