As três maiores entidades que representam o setor financeiro publicaram nesta quinta-feira, 23, uma nota pública para se manifestar sobre a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga de ministro do STF (Supremo Tribunal). Messias será sabatinado para na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado em 29 de abril e, se aprovado, terá seu nome submetido ao plenário da Casa.
O texto de cinco parágrafos é assinado pelo presidente da CNseg (Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização), Dyogo Oliveira, pela presidente da Fin (Confederação Nacional das Instituições financeiras), Cristiane Coelho, e pelo presidente da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), Isaac Sidney. De maneira tímida, os executivos sinalizaram apoiar o nome de Messias. Observadores atentos da política acharam estranho o tom adotado, a começar pelo título: “Nota conjunta sobre a indicação de Jorge Messias ao STF”.
Segundo o comunicado, a escolha de um candidato ao posto pressupõe sólida formação acadêmica, trajetória jurídica marcada por rigor técnico, compromisso com o diálogo, espírito público, respeito à institucionalidade, integridade e capacidade de conciliação.
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Somente no quarto parágrafo da nota as entidades sinalizaram apoio a Messias. “Orientados pelo fortalecimento das instituições e da segurança jurídica, valores essenciais ao desenvolvimento econômico e ao ambiente de negócio, entendemos, em caráter institucional e também em avaliação pessoal, que Jorge Messias apresenta trajetória profissional absolutamente compatível com esses atributos, com destacada e consistente atuação no serviço público”, diz a nota assinada pelos presidentes das três entidades.
