O Custo Brasil aumentou R$ 147 bilhões entre 2023 e 2025, diante da aprovação de 45 normas aprovadas pelo Congresso ou editadas pelo governo federal. Esse resultado considerou medidas negativas que oneraram as empresas em R$ 290,7 bilhões e propostas positivas com potencial de aumentar a produção e produtividade em R$ 143,7 bilhões. Os dados fazem parte de estudo da Fiemg (Federação das Indústrias de Minas Gerais), divulgado nesta quinta-feira, 23. 

Quatro grandes eixos se destacam pelos impactos negativos, segundo o autor do estudo, o economista-chefe da Fiemg, João Gabriel Pinho. O maior deles é o trabalhista, com custos de R$ 115,6 bilhões, decorrentes da ampliação de obrigações e custos de contratação. 

O segundo maior decorre da elevação de custos com o meio ambiente, com impacto negativo de R$ 22,9 bilhões, diante da adoção de normas que ampliaram exigências e prazos em processos de licenciamento ambiental, elevando custos de conformidade e incertezas regulatórias para o setor produtivo.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

O terceiro impacto negativo, de R$ 22,2 bilhões, decorre de medidas que aumentaram o valor da geração de energia e encargos setoriais criados para o setor. Por fim, os custos tributários cresceram R$ 5,5 bilhões. Pinho afirmou que entre as principais medidas analisadas que impactaram o Custo Brasil estão a reoneração da folha de pagamentos e a regulação das eólicas offshore. Do lado positivo, ele citou a reforma tributária e o novo marco legal do setor elétrico. 

compartilhe