A medida de reciprocidade estudada pelo governo brasileiro após a expulsão do delegado da Polícia Federal Marcelo Ivo de Carvalho dos Estados Unidos prevê determinar que um diplomata americano em função semelhante seja obrigado a deixar o país. O tema é tratado entre o ministro Mauro Vieira (Relações Exteriores) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo técnicos que participam das discussões.
A avaliação de parte da diplomacia brasileira é que a expulsão de Carvalho foi uma medida forte e exagerada, que não deve ficar sem resposta. A formalização da medida pode ser tomada nos próximos dias para que o ato americano não passe despercebido. O governo brasileiro aguarda uma notificação formal da gestão de Donald Trump para tomar as medidas cabíveis.
Até o momento, as credenciais de acesso ao sistema de imigração brasileiro do diplomata americano em função semelhante às de Carvalho foram retiradas. Em entrevista à Globonews, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, afirmou que a expulsão do delegado brasileiro não foi formalizada. Ele informou a Rodrigues que suas credenciais ao sistema de imigração dos Estados Unidos foram retiradas e foi convocado ao Brasil para prestar esclarecimentos.
Enquanto Lula ainda estava na Europa, a encarregada de Negócios interina da embaixada dos Estados Unidos em Brasília, Kimberly Kelly, foi convocada nesta terça-feira, 21, a dar explicações ao Itamaraty sobre a expulsão do delegado brasileiro. Ela se reuniu com Christiano Figueirôa, atual diretor do Departamento de América do Norte.
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Além dos argumentos apresentados pelos Estados Unidos nas redes sociais, Kelly afirmou que a medida adotada pelo governo Donald Trump era uma resposta pela revogação do visto de Darren Beattie, assessor sênior encarregado de acompanhar as relações e políticas dos Estados Unidos relacionadas ao Brasil dentro do Departamento de Estado.
