O Ministério das Relações Exteriores identificou as digitais de Darren Beattie no processo que culminou na expulsão do delegado da Polícia Federal Marcelo Ivo de Carvalho dos Estados Unidos, afirmaram ao PlatôBR diplomatas que participaram das discussões sobre o caso. Beattie é assessor sênior encarregado de acompanhar as relações e políticas dos Estados Unidos relacionadas ao Brasil dentro do Departamento de Estado.
Carvalho foi acusado pelo governo dos Estados Unidos de tentar “manipular” o sistema de imigração para contornar pedidos formais de extradição e “estender perseguições políticas ao território dos Estados Unidos” no caso que envolveu a prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ) pelo ICE, o serviço de imigração americano. Segundo integrantes do governo brasileiro, o assessor de Trump trabalhou pessoalmente pela soltura de Ramagem e pela expulsão do delegado da PF.
Beattie é um velho conhecido do governo brasileiro. Em março, ele teve um pedido de visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro na Papudinha negado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), além de ter o visto para ingressar no Brasil revogado pelo Ministério das Relações Exteriores.
Quando o governo brasileiro tomou a medida, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que Beattie só entrará no Brasil quando o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, puder viajar aos Estados Unidos.
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“Aquele cara americano que disse que vinha pra cá, pra visitar o Jair Bolsonaro, ele foi proibido de visitar e eu o proibi de vir ao Brasil, enquanto não liberar os vistos do ministro da Saúde, que estão bloqueados”, afirmou Lula, na ocasião.
