A pesquisa Datafolha publicada no fim de semana terá impacto nas pré-campanhas dos candidatos ao Planalto. O levantamento reforça a tendência mostrada antes por outros institutos de empate de Lula com Flávio Bolsonaro no segundo turno, com vantagem dentro da margem de erro para o senador do PL. Como novidade, a consulta aos eleitores mostra Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) um pouco atrás do petista, mas também empatados tecnicamente no segundo turno.

Os números mostram que qualquer um dos três adversários pode vencer Lula, o que mostra a resistência ao presidente de cerca de metade da população. Nas próximas semanas, os responsáveis pela pré-campanha à reeleição terão de buscar soluções para reduzir a rejeição ao petista. Esse é o maior problema para os operadores políticos e para os profissionais de comunicação do governo e dos partidos aliados de Lula.

Pelo lado da direita, Caiado e Zema ganham o discurso de que podem vencer o presidente se chegarem ao segundo turno. Isso torna Flávio adversário dos dois nos próximos meses, mas o ex-governador de Minas negocia a entrada na chapa como vice do senador do PL.

Guimarães toma posse
O deputado José Guimarães (PT-CE) toma posse nesta terça-feira, 14, na cadeira de ministro da SRI (Secretaria de Relações Institucionais), cargo que estava sem um titular desde a saída de Gleisi Hoffmann, que vai disputar o Senado pelo Paraná. Com experiência de negociador como líder do governo na Câmara desde o início do terceiro mandato de Lula, Guimarães assume o cargo no Planalto em um momento delicado no Congresso.

Dois assuntos, especialmente, dependerão da atuação do novo ministro nas próximas semanas: a sabatina de Jorge Messias, indicado ao STF, e a análise do veto de Lula ao PL da Dosimetria. São dois assuntos centrais na disputa política entre governo e oposição, com repercussão nos debates eleitorais deste ano.

Outro tema prioritário para o governo, o fim da escala 6×1, também dependerá da capacidade de negociação para avançar no Congresso.

CCJ vota PEC do fim da 6×1
A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara deve votar na quarta-feira, 15, o parecer do deputado Paulo Azi (União Brasil-BA) sobre a PEC que trata da redução da jornada de trabalho. Dois textos são analisados, um da deputada Érika Hilton (PSOL-SP) e outro do deputado Reginaldo Lopes (PT-SP).

O empresariado contra a mudança na legislação se mobiliza para tentar impedir a aprovação da PEC pela CCJ. Lula disse na semana passada que enviaria um projeto de lei sobre o fim da jornada 6×1 para facilitar a aprovação.

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STF julga eleição no Rio
O Supremo Tribunal Federal deve retomar nesta semana o julgamento sobre o modelo de eleição que vai escolher o governador-tampão do Rio de Janeiro. A sessão foi interrompida na última quinta-feira por um pedido de vista do ministro Flávio Dino, que pediu tempo até a publicação do acórdão do TSE sobre a perda de mandato do ex-governador Cláudio Castro. A ministra Cármen Lúcia, que presidia o tribunal eleitoral, disse que o documento deve ser publicado nesta segunda-feira, 13.

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