Com vários nomes da direita na disputa presidencial, a narrativa de que “evangélico não vota na esquerda” não será suficiente para garantir a Flávio Bolsonaro o apoio desse segmento.
Nesta semana, Flávio iniciou uma agenda intensa de visitas a igrejas evangélicas, com o objetivo de “largar na frente”. O cronograma prioriza as igrejas de maior porte, como explicou à coluna o deputado Sóstenes Cavalcante. “Estamos fazendo de forma mais organizada do que na época do Jair: vamos das maiores para as menores, para evitar ciúmes ou atritos com outras lideranças evangélicas”, afirmou.
Sobre a possibilidade de Ronaldo Caiado, pré-candidato do PSD, por exemplo, avançar entre eleitores evangélicos, Cavalcante disse acreditar que “o bolsonarismo cristalizou muito apoio nesse segmento”. O mesmo raciocínio se aplica a outros nomes do campo político, como Romeu Zema (Novo).
“O Caiado tem perfil de direita, é conservador. Pode ser uma opção para os 20% que não se identificam com o bolsonarismo e que, inclusive, chegam a votar no Lula. Mas acho que ele será coadjuvante, não vai tirar nada do Flávio em um primeiro momento, disse.
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Sobre o pré-candidato do Partido Missão, Renan Santos, o deputado foi mais direto: “Esse aí se diz ateu e tem comportamentos totalmente antagônicos aos dos conservadores. Prefiro nem comentar”.
