O governo começa a semana de cara nova, depois da entrada dos substitutos dos que saíram para participar das eleições deste ano. As mudanças de legendas de pré-candidatos e as renúncias de ministros, governadores e prefeitos nas últimas semanas redesenharam o mapa partidário e afunilaram as possibilidades de alianças nos estados e na corrida ao Planalto.

A seis meses do primeiro turno, o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) lideram as pesquisas empatados tecnicamente e preparam suas ferramentas para a campanha. O petista aposta nas entregas do governo para reduzir a rejeição alta. O filho de Jair Bolsonaro trabalha para se manter como o candidato da oposição mais bem posicionado na disputa. Mas ele enfrenta divisões na direita e nos próximos meses deve sofrer uma onda de ataques por denúncias, novas e antigas, como a da prática de rachadinha e a visão golpista.

Ronaldo Caiado tem pouco mais de três meses para convencer os diretórios do PSD a confirmarem sua candidatura. O partido está dividido e terá estados apoiando outros nomes para o Planalto.

Além dos três, outros cinco postulantes se colocam no páreo: Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão), Aldo Rebelo (Democracia Cristã), Augusto Cury (Avante) e Cabo Daciolo (Mobiliza).

Partidos pressionam Motta
Na volta às sessões presenciais no Congresso, o presidente da Câmara, Hugo Motta, sofre pressões de partidos do governo e da oposição para dar mais transparência às votações do plenário. Uma proposta apresentada na semana passada pela deputada Gisela Simona (União Brasil-MT) teve a adesão de integrantes de legendas como PSD, PT, PDT, PP, PCdoB, PL, Novo e PSOL.

Entre os textos que podem ser votados a partir desta semana está a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 383 de 2017, que fixa em no mínimo 1% da RCL (Receita Corrente Líquida) o percentual que a União, os estados e os municípios devem aplicar no financiamento do Suas (Sistema Único de Assistência Social). Se aprovada, a proposta pode causa um impacto de R$ 15 bilhões nas contas públicas.

STF julga eleições no Rio
O Supremo Tribunal Federal julga nesta quarta-feira, 8, duas ações que tratam das eleições para o governador que ficará no cargo até o final do ano para complementar o mandato de Cláudio Castro. A decisão mais importante será sobre o modelo de eleição: o STF vai decidir se o governante será escolhido por eleição direta ou indireta. O relator é o ministro André Mendonça.

O preço do diesel
O governo federal deve editar até quarta-feira, 8, uma medida provisória para conter o aumento do preço do diesel, pressionado pela guerra do Oriente Médio. Pela proposta em elaboração pela equipe econômica, liderada pelo ministro Dario Durigan (Fazenda), a União vai arcar com metade da subvenção de R$ 1,20 por litro do combustível e os estados vão absorver a outra metade.

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Essa é uma negociação entre o governo federal e as 27 unidades da federação. Na manhã desta segunda-feira, 6, apenas os estados do Rio de Janeiro e de Roraima ainda não haviam aderido ao plano da Fazenda.

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