A ex-ministra Marina Silva (Meio Ambiente) anunciou neste sábado, 4, que decidiu não mais mudar de partido. Ela permanecerá na Rede Sustentabilidade, sigla da qual é fundadora. Marina disse que pretende disputar uma vaga ao Senado na chapa do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT), pré-candidato ao governo de São Paulo, apoiado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Ao comunicar o seu fico, ela disse em nota pública que a permanência é uma forma de reafirmar o compromisso com a construção de um campo democrático plural, diverso e dedicado a criar um novo ciclo de prosperidade, que seja capaz de promover justiça social, respeito à diversidade, à democracia e à sustentabilidade. No partido, Marina trava uma disputa política com o grupo liderado pela deputada federal Heloisa Helena (RJ), que está na direção da sigla.
Desde o final do ano passado, ela cogitava sair da Rede e recebeu convites do PSOL, do PSB, do PDT e do PT, partido que deixou há 17 anos, depois de sair no meio do segundo mandato de Lula para se candidatar a presidente pelo PV em 2010.
A candidatura ao Senado é um pedido de Lula. Mesmo permanecendo na Rede, estarei ao lado de candidaturas do campo democrático popular e sustentabilista nos mais diferentes partidos da frente Lula Presidente e Fernando Haddad governador de São Paulo”, afirmou Marina na carta.
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Alguns antigos aliados não acompanharam a decisão da ministra. Deixaram a sigla na janela partidária encerrada nesta sexta-feira, 3, o deputado federal Ricardo Galvão (SP), a deputada estadual Marina Helou (SP) e a vereadora Marina Bragante (SP). No sentido contrário, no Ceará, a ex-prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins, deixou o PT para se candidatar ao Senado pela Rede.
