A única medida que será anunciada pelo governo no curto prazo para tentar frear o endividamento das famílias é um programa de renegociação, afirmaram ao PlatôBR pessoas que participam das discussões no Ministério da Fazenda.

Apesar das cobranças do presidente Luiz Inácio Lula da Silva por ações para conter o acúmulo de débitos e para reduzir as taxas de juros das linhas de crédito, a avaliação entre os auxiliares do ministro Dario Durigan (Fazenda) é de que qualquer medida dependeria de aprovação do Congresso Nacional ou teria repercussão negativa no mercado, como o tabelamento de taxas. 

Na reunião com as principais associações que representam os bancos brasileiros na última terça-feira, 31, Durigan deixou claro que não quer propor tabelamentos ou medidas unilaterais que tenham repercussão negativa, afirmaram à reportagem duas pessoas que estavam presentes. 

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A tendência é de que o programa de renegociação de dívidas tenha foco nas pessoas com menor renda e para os mais endividados. O formato, eventuais garantias e a duração do programa ainda estão sendo desenhados pelo Ministério da Fazenda.

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