A CNI (Confederação Nacional da Indústria) calculou que o aumento do custo do trabalho, em caso de aprovação do fim da escala 6×1 sem redução salarial, implicará aumento generalizado dos preços da economia. Em média, o custo para os consumidores subirá 6,2%.
Nas contas da entidade, as compras em supermercados tendem a ficar 5,7% mais caras, os preços de alimentação fora do domicílio podem subir cerca de 6,2%; os custos de roupas e calçados podem registrar alta de 6,6%. Já os serviços pessoais, como manicure e cabeleireiro, e serviços domiciliares, como pintura residencial, podem sofrer reajustes de aproximadamente 6,5%. E a conta de internet encarecerá 7,2%.
“Esse é o impacto estimado sobre os preços após as empresas tomarem suas decisões de como farão a recomposição das horas perdidas com a redução da jornada; realizarem eventuais contratações necessárias; fazerem novas compras de insumos e matérias-primas após os ajustes de empresas de outros setores; e reajustarem seus preços”, informou a CNI, em nota técnica.
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O documento também afirmou que o aumento dos preços tende a ser maior em serviços, intensivos em mão de obra, com alta de 6,5%. A alta é seguida pelos produtos industrializados, com alta de 6%, e agropecuários, com alta de 4%. Caso o fim da jornada de trabalho 6×1 seja aprovado pelo Congresso, será mais uma fonte de pressão para a inflação que entrará no radar do Banco Central.
