Mesmo convidado a integrar a coordenação da campanha à reeleição de Lula, o ministro Wellington Dias (Desenvolvimento Social) decidiu ficar no governo e só tirar as férias que tem acumuladas nos meses mais quentes da disputa para seguir o presidente.

As férias, no entanto, não estão garantidas. Isso porque o ministro entrou no radar de Lula para uma tarefa considerada difícil e, ao mesmo tempo, fundamental para o governo durante a campanha: não deixar desandar a relação com o Congresso. Integrantes do governo consideram o perfil de Dias, pela experiência e capacidade de diálogo, adequado para essa função.

O ministério comandado por Dias é uma das vitrines dos governos petistas, responsável pelo programa Bolsa Família. O ministro resiste à ideia de substituir a ministra Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) na outra pasta, considerada sensível no Planalto. Gleisi sairá do cargo para disputar uma vaga no Senado pelo Paraná, conforme orientação de Lula. 

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Dias se encontra nessa encruzilhada depois de não ter conseguido influenciar a chapa que concorrerá ao governo de seu estado, o Piauí. Sem precisar renovar seu mandato de senador, ele esperava emplacar o filho, o médico Vinícius Dias, como vice na chapa à reeleição de Rafael Fonteles (PT), mas a ideia não foi aceita pelo governador, que preferiu disputar um novo mandato ao lado do ex-secretário de Educação Washington Bandeira, também do PT. 

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