O PT já tem o nome do dirigente que cuidará das finanças da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição. O escolhido será José de Filippi Júnior, um petista experiente na função de coordenar as contas do partido e dos candidatos. Engenheiro, formado pela USP (Universidade de São Paulo), Filippi Júnior foi responsável pela tesouraria de Lula na campanha da reeleição em 2026 e também na primeira eleição de Dilma Rousseff, em 2010. 

Nesta fase de pré-campanha, ele foi escalado para o time informal de coordenação dos trabalhos, conduzido pelo presidente do PT, Edinho Silva. De acordo com petistas, a ideia é de que ele permaneça na função e responda formalmente pelas finanças quando a campanha oficial for deflagrada.

Quadro histórico do partido, Filippi Júnior foi prefeito de Diadema por quatro mandatos: entre 1993 e 1996, dois consecutivos entre 2001 e 2008 e mais um entre 2021 e 2024. Antes, ele havia sido deputado estadual entre 1999 e 2000. Filippi Júnior também foi deputado federal entre 2011 e 2015. Na fase de transição do governo de Jair Bolsonaro para o atual mandato de Lula, ele fez parte da equipe de coordenação de trabalho voltada para o Ministério das Cidades. Entre 2013 e 2016, ele exerceu o cargo de secretário municipal de Saúde de São Paulo, durante a gestão de Fernando Haddad.

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No PT, Filippi Júnior tem a fama de ser minucioso nas prestações de contas durante as campanhas e depois das eleições, uma tarefa considerada muito importante principalmente após o envolvimento do partido em escândalos como o do mensalão e da Lava Jato. Ele próprio foi alvo das investigações da Lava Jato e do Mensalão. A força-tarefa coordenada por Sérgio Moro citou seu nome como tendo recebido propina desviada da Petrobras para campanhas do PT. As acusações, no entanto, foram anuladas por decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que considerou Moro suspeito na condução do processo.

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