Duas mulheres também estão no páreo para serem escolhidas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ocupar a Diretoria de Organização do Sistema Financeiro e Resolução do Banco Central. O ministro Fernando Haddad (Fazenda) já havia indicado o economista Tiago Cavalcanti para o posto, mas Lula quer avaliar outros nomes. A primeira é Carolina Pancotto Bohrer, servidora de carreira da autoridade monetária e atualmente chefe do Departamento de Organização do Sistema Financeiro.

Carolina tem sólida formação em Direito. Fez graduação na USP e mestrado e doutorado na Universidade Federal de Santa Catarina. Ingressou no BC em agosto de 2010 e passou a maior parte da carreira na Diretoria de Organização do Sistema Financeiro. Foi assessora sênior, chefe de gabinete e é chefe do departamento desde julho de 2021. Toda a análise técnica que embasou a liquidação do banco Master passou por ela, que é considerada uma técnica preparada para assumir o cargo de diretora. 

A outra candidata é Marina Palma Copola, atualmente diretora da CVM (Comissão de Valores Mobiliários). Ela também tem sólida formação em Direito. Fez graduação, mestrado e doutorado na USP. É especialista em Direito Econômico e Direito Comercial. Chegou ao cargo indicada pela Fazenda e tem proximidade com o ministro e com o secretário-executivo, Dario Durigan, que deve assumir a pasta nesta semana, com a provável saída de Haddad para se candidatar a governador de São Paulo. 

Quando a discussão sobre o BC expandir o poder de regulação para alcançar os fundos de investimentos ganhou força, Marina se posicionou contra a proposta. Em entrevista ao jornal Valor Econômico, ela afirmou que a proximidade da indústria de fundos com um regulador de conduta, a CVM, é infinitamente maior do que com um regulador prudencial, o BC. Segundo ela, não faria sentido transferir essa regulação para a autoridade monetária.

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A ida de Marina para o BC, entretanto, depende de um arranjo para a CVM, que está com três diretorias vagas. Dois nomes já estão no Senado aguardando sabatina. A ida de Marina para o BC depende da aprovação dessas indicações pelos senadores.

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