A decisão do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), que autorizou a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro e que afastou dois servidores dos cargos no Banco Central, afirma que há indícios de pagamento de propina para os ex-dirigentes da autoridade monetária. 

O ex-diretor de Fiscalização da gestão de Roberto Campos Neto, Paulo Sérgio Neves de Souza, e o ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária do BC Bellini Santana, foram alvo da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal. 

“Em contrapartida à atuação descrita, há indícios de que Paulo Sérgio tenha recebido vantagens indevidas associadas aos interesses defendidos junto à instituição financeira investigada, as quais teriam sido operacionalizadas por meio de mecanismos indiretos e estruturas financeiras destinadas a ocultar a natureza ilícita dos pagamentos”, informou Mendonça na decisão. 

Segundo o despacho do magistrado, Santana recebeu pagamentos por meio de uma empresa estruturada com o objetivo de justificar os recebimentos relacionados aos serviços informais prestados ao controlador do Banco Master. 

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“A proposta foi encaminhada por e-mail ao investigado e discutida em comunicações mantidas com integrantes do grupo, evidenciando a utilização de mecanismo contratual fictício para formalizar repasses financeiros associados às atividades desempenhadas. Pelos serviços prestados à estrutura criminosa, Belline recebia uma remuneração. Em mensagem de whatsapp enviada por Fabiano Zettel a Daniel Vorcaro, aquele primeiro pergunta: ‘Hoje tem que pagar a primeira do Belline, ok?’ em seguida, Daniel Vorcaro responde: ‘OK’”, transcreveu Mendonça. 

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