A investigação que levou o CEO do Banco Master, Daniel Vorcaro, de volta à prisão, nesta quarta-feira, 4, mostra que ele mandou um funcionário moer uma empregada que supostamente estaria o ameaçando. O diálogo se deu em uma troca de mensagens reveladas pela Polícia Federal.
A mensagem tem que moer essa vagabunda foi enviada por Vorcaro a Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, apontado pela PF como um dos líderes do grupo A Turma. O grupo era responsável por organizar ações contra desafetos do ex-banqueiro.
Segundo a PF, Mourão recebia um milhão por mês de Vorcaro, por intermédio do empresário Fabiano Zettel, como forma de remuneração por serviços ilícitos. Zettel é cunhado de Vorcaro e pastor da igreja Lagoinha.
As investigações da Polícia Federal mostram que Vorcaro pediu para Mourão dar um sacode no chefe de cozinha que trabalhava em sua casa para assustar outros funcionários. O banqueiro também mandou o sicário levantar informações da vida de seus funcionários.
Empregada Monique me ameaçando. É mole? Tem que moer essa vagabunda, disse Vorcaro. Mourão então perguntou: O que é para fazer?, ao que o CEO do Banco Master disse: puxa endereço tudo [sic].
O ministro do STF André Mendonça determinou que Vorcaro e Zettel voltassem a ser presos nesta quarta-feira por crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, praticados por organização criminosa.
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Além de Vorcaro e Zettel, também há outros dois mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo, em São Paulo e Minas Gerais. As investigações contaram com o apoio do Banco Central do Brasil.
