O PIB (Produto Interno Bruto) de 2025 cresceu 2,3%, conforme dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta terça-feira, 3. Para 2026, a expectativa do Ministério da Fazenda é nova expansão de 2,3%. A diferença no resultado, entretanto, estará nos motores do crescimento. Se no ano passado a geração de riquezas foi sustentada pela força do setor privado, neste ano o impulso virá da política econômica de “bondades” do Luiz Inácio Lula da Silva.
A SPE (Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda) detalhou, em nota, como as medidas de estímulo criadas pelo governo impactarão os diversos setores da economia. Para a indústria e para o setor da construção, a secretaria comandada pelo economista Guilherme Mello aposta em impulsos decorrentes dos programas Move Brasil e Reforma Casa Brasil.
O primeiro programa oferece, desde janeiro, R$ 10 bilhões em crédito, entre recursos do Tesouro Nacional e do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), para estimular a renovação da frota brasileira de caminhões. O segundo disponibiliza, desde novembro de 2025, R$ 40 bilhões em empréstimos com juros a partir de 1,17% ao mês, para que os brasileiros de baixa renda possam reformar suas casas.
“Para os serviços, a expectativa também é de maior crescimento, impulsionado pela reforma da tributação sobre a renda e pela expansão do crédito consignado para o trabalhador privado, além da resiliência do mercado de trabalho”, informou a nota.
O isenção de IR (Imposto de Renda) para quem ganha até R$ 5.000 deve injetar mais R$ 30 bilhões na economia e o crédito consignado para trabalhador do setor privado, que emprestou R$ 100 bilhões entre março de 2025 e janeiro de 2026, deve colocar, pelo menos, mais R$ 50 bilhões na economia até dezembro. No total, os programas de crédito e a isenção de IR representam um impulso de pelo menos R$ 130 bilhões.
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Para o primeiro trimestre, a expectativa da SPE é de aceleração do PIB, em ritmo próximo a 1%, um reflexo da entrada em vigor desses programas e, em especial, o aumento da renda disponível para a população de menor renda, com a isenção do imposto de renda retido na fonte.
