Rui Costa é quem está costurando a neutralidade de Lula e do PT na eleição de Pernambuco. O ministro quer que o presidente suba tanto no palanque de João Campos quanto no de Raquel Lyra. Nos últimos meses, a governadora tem se aproximado do presidente e os dois têm protagonizado fotos e vídeos juntos. Esse palanque duplo também ajudaria na relação de Lula com o PSD, de Raquel e Gilberto Kassab.
A manobra está irritando os líderes do PSB, que cobram dos petistas fidelidade a Campos. O prefeito, assim como seu partido, é aliado de primeira hora de Lula. E já está melindrado com o PT por outro motivo: a incerta manutenção de Geraldo Alckmin como vice-presidente na chapa.
Como a coluna mostrou, o palanque duplo pernambucano está piorando o humor das alianças nos outros estados, como no Distrito Federal.
Um dirigente nacional do PT falou à coluna sobre a tensão entre os dois partidos. “É por isso que João Campos, presidente do PSB, está bravo. E, em consequência disso, vai estressando as possibilidades de aliança, com reflexo em vários estados”, disse ele.
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Em Pernambuco, escolher entre João, Raquel ou a neutralidade não é o único impasse do PT. A prioridade ao Senado é a reeleição de Humberto Costa, mas, para a segunda vaga, os petistas têm duas candidaturas, a do ministro Silvio Costa Filho e a de Marília Arraes.
