Após o alívio inicial com a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de derrubar na última sexta-feira, 20, as tarifas globais do presidente Donald Trump, o governo brasileiro começou a mapear riscos que podem se tornar realidade nos próximos meses, a depender do desenrolar dos fatos. 

A avaliação inicial do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) e do Ministério da Fazenda, corroborada por economistas e analistas de mercado, é de que o Brasil e a China são os países mais favorecidos com a decisão do Justiça americana.

Entretanto, há risco de que no segundo semestre as tarifas de 15% impostas por Trump possam ser elevadas se o presidente dos Estados Unidos conquistar maioria no Legislativo. Em novembro, os americanos escolherão 435 deputados e um terço dos senadores.

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Caso o presidente dos Estados Unidos volte a ganhar força política, há risco de que renove as tarifas, com apoio de deputados e senadores, com impacto no câmbio e potencial para elevar a cotação do dólar. No curto prazo, a tendência é de que a moeda americana se aproxime dos R$ 5,00, diante dos ventos favoráveis positivos para a economia brasileira.

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