As grandes empresas que operam no Brasil e podem ser mais afetadas com o fim da escala de trabalho 6×1 já fizeram chegar às bancadas que as representam no Congresso quais pontos consideram fundamentais na discussão sobre o tema.

As frentes parlamentares do Empreendedorismo, do Livre Mercado e da Agropecuária foram informadas, segundo pessoas que participam das discussões, que a diminuição da jornada sem redução salarial e a imposição de um regime de quatro dias de expediente e três dias de folga são as propostas mais danosas para o setor privado e, portanto, devem ser combatidas pelos parlamentares.

Uma alternativa debatida entre deputados e senadores é que a aprovação de uma proposta que reduz a jornada de trabalho seja acompanhada de medidas que compensem o aumentos de custos que virá para as empresas. Uma delas é a criação de um novo mecanismo de desoneração da folha de pagamentos. A ideia está na PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 1/2026, de autoria do senador Laércio Oliveira (PP-SE), que cria uma alíquota fixa de até 1,4% sobre a receita de todas as empresas do país, inclusive as do Simples Nacional.

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O texto afirma que essa proposta permitirá a substituição da contribuição patronal sobre a folha de salários sem qualquer perda de arrecadação aos cofres federais. Esse assunto será debatido em um almoço que a FPE (Frente Parlamentar do Empreendedorismo) promoverá nesta terça-feira, 24. No mesmo dia, o consultor em relações trabalhistas José Pastore apresentará um estudo sobre os impactos negativos para o setor privado com a redução da jornada de trabalho.

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