O presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia a possibilidade de substituir o vice-presidente Geraldo Alckmin por um nome de um partido de centro na chapa que liderará em busca da reeleição, afirmaram ao PlatôBR interlocutores do petista. Lula está em busca de um aliado que acrescente tempo de TV, que tenha capilaridade municipal e que ajude a agregar apoio no Congresso. A avaliação no Planalto é que o MDB e até o PSD de Gilberto Kassab reúnem opções com esse perfi e podem se tornar aliados estratégicos no projeto reeleitoral do presidente.
Há, no palácio, quem tenha cogitado até mesmo o próprio Kassab como uma possível opção, muito embora hoje ele seja aliado do governador oposicionista de Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo, de quem é secretário. Apesar de negar publicamente que caminhará com Lula, Kassab já se reuniu com o presidente e foi cogitado como uma alternativa para vice durante uma reunião realizada em dezembro. A legenda que ele comanda tem mais de 1.300 prefeitos filiados e pretende formar bancadas relevantes na Câmara e no Senado. A favor de Kassab há ainda o fato de ele ter a habilidade de conversar com políticos de todas as correntes de pensamento, de esquerda, de centro ou de direita.
Lula sabe que Kassab apoiará Tarcísio se o governador, à diferença do que vem sustentando até o momento, for candidato ao Palácio do Planalto. Ainda assim, seus auxiliares não descartam a possibilidade de uma composição com Kassab caso o cenário permita – evidentemente, se o governador paulista for mesmo disputar a reeleição, como tem dito.
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No MDB, os nomes do ministro Renan Filho (Transportes) e do governador do Pará, Helder Barbalho, são as principais apostas caso a decisão seja por escolher um vice no partido. Os dois são a segunda geração política das famílias Calheiros e Barbalho. Ambos têm boa capacidade de articulação política. O MDB, que hoje se divide entre uma ala governista e outras mais alinhada à oposição, comanda mais de 800 prefeituras no país e tem força no Senado e na Câmara. Também em dezembro, Lula conversou sobre o assunto com os senadores Renan Calheiros (MDB-AL) e Eduardo Braga (MDB-AM). O principal entrave para a aliança com o MDB está em São Paulo, onde o prefeito Ricardo Nunes (MDB) é aliado de Tarcísio de Freitas.
