Há no PL um cálculo sobre o valor da candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro em 2026, mesmo que ele não ganhe a duríssima disputa contra Lula em outubro. Para o partido do bolsonarismo, esse valor está em um posicionamento privilegiado para 2030.
Ainda que Flávio seja derrotado por Lula — sobretudo se a margem for pequena, de até cinco pontos — a sigla de Valdemar Costa Neto entende que terá conseguido um grande negócio: manter um Bolsonaro como principal nome da oposição, ainda muito jovem e com vistas a uma nova candidatura daqui a quatro anos, quando Flávio terá 49 anos.
Seria um “perder ganhando”, considerando que, em 2030, o principal adversário do bolsonarismo não será Lula e sim algum nome que ele apoie e desponte como sucessor no PT e na esquerda.
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A leitura feita pelo PL, naturalmente, é uma barreira às pretensões de nomes como Tarcísio de Freitas, que tentará a reeleição em São Paulo neste ano para se lançar ao Planalto em 2030. O PSD de Gilberto Kassab também pensa nos próximos quatro anos ao reunir nomes jovens como Ratinho Júnior e Eduardo Leite e o experiente Ronaldo Caiado.
