Depois de ter provocado a ira da cúpula do PT do Rio de Janeiro e do prefeito Eduardo Paes (PSD), pré-candidato ao governo, o secretário de Assuntos Parlamentares da SRI (Secretaria de Relações Institucionais) da Presidência da República, André Ceciliano, suspendeu seu plano de disputar o mandato-tampão no estado após a desincompatibilização do governador Cláudio Castro (PL).

Ao PlatôBR, Ceciliano indicou que pretende agora concorrer a uma vaga na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) nas eleições de outubro. Ele evita cravar o termo “desistência” ao falar da decisão de não se candidatar ao posto de governador-tampão, mas sabe que são remotas as chances de que o PT permita sua candidatura a contragosto do aliado Paes.

A desistência definitiva depende ainda de uma conversa que Ceciliano pretende ter com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que é quem dará o sinal a Paes e ao PT do Rio de Janeiro sobre a decisão.

Castro pretende concorrer ao Senado e, para isso, terá que deixar o governo até o início de abril, cumprindo a exigência da lei eleitoral. O Rio de Janeiro está sem vice-governador porque Thiago Pampolha foi para o Tribunal de Contas do Estado (TCE). Dessa forma, a Alerj terá que realizar uma eleição indireta para eleger quem comandará do Palácio Guanabara até o fim do ano.

Ceciliano chegou a ser sondado para permanecer no Planalto durante as eleições e foi cotado para ocupar o lugar deixado pela ministra Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), que sairá, a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para concorrer a uma vaga no Senado. No entanto, declinou do convite para poder se candidatar a deputado estadual. 

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A ideia de Ceciliano de ser candidatar para o mandato-tampão irritou Paes, que partiu para o ataque, associando-o ao ex-chefe da Alerj Rodrigo Bacellar (União Brasil), preso e afastado da função sob a acusação de ter vazado informações sobre uma investigação que mirava a ligação de políticos com o Comando Vermelho. Ceciliano rebateu classificando a reação do prefeito como uma “fala nervosinha”. O nome preferido de Paes para o mandato-tampão é o do secretário da Casa Civil de Cláudio Castro, Nicola Miccione.

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