Quase no mesmo momento em que o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, garantia que a legenda não faria ataques diretos a Luiz Inácio Lula da Silva em uma eventual candidatura presidencial em 2026, o mais novo filiado do partido, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, escolheu o confronto com presidente e com o Partido dos Trabalhadores. Menos de 24 horas após deixar o União Brasil e assinar a ficha no PSD, Caiado partiu para o ataque ao PT e deixou clara a intenção de se apresentar como alternativa da centro-direita na corrida presidencial.

“São 40 anos de mentiras repetidas”, disparou. A declaração vai na contramão do posicionamento exposto por Kassab em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo em que afirmou que o PSD pretende manter uma posição própria no pleito presidencial, sem ataques diretos a Lula nas redes sociais ou em discursos públicos.

Nesta quarta, Caiado mais uma vez provocou o PT ao lembrar que o partido acumulou quase duas décadas no comando do país, somando cinco mandatos presidenciais, sem cumprir o prometido, como a erradicação da fome. O saldo, afirmou, foi marcado por “fracasso”, “colapso”, sucessivos escândalos de corrupção e pela consolidação de uma cultura que, em suas palavras, “desestimula o trabalho”.

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Outro sinal de desalinhamento interno no PSD vem do senador Otto Alencar (BA). Maior liderança da legenda na Bahia, o congressista cravou que, aconteça o que acontecer, o diretório no estado seguirá apoiando o projeto reeleitoral de Lula, assim como o atual governador Jerônimo Rodrigues (PT).

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