O PT pretende intensificar os apelos para que o ministro Fernando Haddad (Fazenda) aceite se candidatar a uma vaga ao Senado por São Paulo. Um dado da pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira, 21, serviu de combustível para a pressão que será feita pela cúpula do partido, que espera contar com o respaldo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Dentre os 13 nomes pesquisados, Haddad foi o que registrou a menor rejeição, 36,9%, cerca de 12 pontos percentuais menor que a Lula (a rejeição ao presidente foi de 49,7%).
“Tirando o Lula, Haddad é a figura mais expressiva da esquerda brasileira e não acredito que ele vá dizer não para todo partido”, disse Alberto Cantalice, diretor da Fundação Perseu Abramo, centro de estudos políticos do PT, e integrante do diretório nacional da sigla.
Haddad tem dito que não pretende se candidatar neste ano. O assunto, porém, tem sido objeto de conversas dele com o presidente, que também tenta convencê-lo a mudar de ideia.
“Tenho ouvido o presidente Lula e, obviamente, começamos a semana passada a conversar sobre isso. Nós não concluímos nada nessa primeira conversa. Ele está colocando os pontos dele, eu estou colocando os meus, muito respeitosamente, de parte a parte. E nós vamos chegar a algum consenso logo mais”, disse o ministro ao portal UOL na última segunda-feira, 19.
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Para Cantalice, o partido não pode deixar de lançar o ministro, que deve deixar o cargo nas próximas semanas. “Eu não acredito que o partido possa abrir dele em uma disputa ao Senado na qual ele tem um certo favoritismo. A tendência neste ano em São Paulo é eleger um candidato do campo conservador e um do campo progressista. Lula ganhou as eleições na capital e no entorno. Então, a chance de eleger Haddad senador é muito grande”, afirmou o dirigente petista.
