As duas CPIs em andamento no Congresso — a do Crime Organizado e a mista do INSS — seguem sem data definida para retomar oficialmente os trabalhos em 2026. Embora ambas já tenham frentes de investigação abertas, a retomada ainda depende de decisões de seus presidentes.

No caso da CPI do Crime Organizado, o presidente da comissão, senador Fabiano Contarato (PT-ES), diz que, quando os trabalhos forem retomados, a comisão seguirá o prazo regimental de 120 dias e manterá as reuniões às terças e quartas-feiras, às 9 horas.

“Quero avançar com objetividade e consistência. Nosso foco é esclarecer os fatos, identificar responsabilidades e reunir elementos técnicos e jurídicos sólidos para subsidiar o relatório final”, afirmou Contarato ao PlatôBR.

Entre os depoimentos já previstos estão o do ex-deputado estadual do Rio de Janeiro TH Joias, preso por suspeita de ligação com uma facção criminosa, e o do diretor-geral da Meta no Brasil, Conrado Leister. Segundo Contarato, eles são relevantes para aprofundar a investigação sobre os mecanismos de infiltração do crime organizado nas estruturas de poder e sobre o “papel das plataformas digitais no financiamento, na comunicação e na expansão dessas organizações criminosas”.

O senador afirma que a intenção, agora, é avançar para a fase final da investigação, cuidando para que a proximidade das eleições não interfira nos trabalhos da comissão.

CPI mista do INSS
A CPI mista que investiga o escândalo do INSS também segue sem cronograma definido para 2026. Segundo o relator, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), ainda não divulgou o calendário de funcionamento dos trabalhos. Não se sabe ainda nem a data da primeira reunião.

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De acordo com Gaspar, há “muita investigação em curso” sobre descontos indevidos e irregularidades em empréstimos consignados. “Muitas convocações estão aprovadas, entretanto, data e prioridades serão decididas no retorno dos trabalhos”, afirmou o deputado, acrescentando que a expectativa é mostrar ao país que a corrupção “não pode ser a mola mestra da nação”.

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