Enquanto o governo brasileiro sequer citou os nomes de Nicolás Maduro e Donald Trump em sua nota oficial, o partido do presidente divulgou uma nota pública mais incisiva, considerando um sequestro a retirada e detenção do ditador venezuelano. “Diante dos fatos divulgados, o ato se caracteriza como um sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama”, afirmou o texto, assinado pela secretaria de relações internacionais e pela comissão executiva do PT.

“Hoje, 3 de janeiro de 2026, o bombardeio em Caracas e o sequestro do presidente configuram a mais grave agressão internacional registrada na América do Sul no século XXI”, pontuam os dirigentes petistas, para quem a América Latina deve se manter como um território do paz.

Apesar do tom incisivo, o partido afirma que se alinha à política internacional de Lula, demonstrando compreensão sobre a nota oficial da Presidência. 

“A política externa brasileira historicamente sustenta a solução pacífica das controvérsias, a não intervenção e o respeito à soberania como fundamentos da convivência internacional — princípios estruturantes da diplomacia brasileira, aos quais o Partido dos Trabalhadores se mantém plenamente alinhado”, afirma a nota.

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A nota critica o ataque, mas não defende Maduro, com quem o partido já manteve alta proximidade. A posição oficial do partido pode sintonizar as manifestações públicas dos petistas, ajustando o tom das críticas que, certamente, serão mais elevadas do que as do governo brasileiro, mas sem abraçar o venezuelano.

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