A Polícia Federal prendeu nesta sexta-feira, 2, Filipe Martins, ex-assessor especial de Jair Bolsonaro no Planalto. A ordem prisão foi assinada pelo ministro Alexandre de Moraes, que entendeu que Martins descumpriu medidas cautelares impostas pelo STF (Supremo Tribunal Federal) ao usar uma rede social.
Condenado em dezembro a 21 anos de prisão por tentativa de golpe, o ex-assessor de Bolsonaro estava em detenção domiciliar em Ponta Grossa (PR) à espera do início da execução da pena.
A defesa de Felipe Martins anunciou que vai recorrer. O advogado Jeffrey Chiquini declarou que a prisão tem caráter “político” e é injustificável. Ele gravou um vídeo em que acusou Moraes de perseguir Martins. Segundo Chiquini, Martins “está há mais de seiscentos dias cumprindo todas as determinações judiciais”.
“Nunca recebeu nenhuma advertência, nunca foi admoestado por ter descumprido qualquer ordem judicial, e hoje foi punido novamente, sem que tenha feito nada de errado”, disse o advogado.
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Moraes afirma na decisão que “efetivamente, não há dúvidas de que houve descumprimento da medida cautelar imposta”. “A própria defesa reconhece a utilização da rede social.” Segundo o ministro, o “acusado demonstra total desrespeito pelas normas impostas e pelas instituições constitucionalmente democráticas”.
