O reajuste da ajuda de custo para alimentação dos servidores públicos de Minas Gerais, que elevou de R$ 75 para R$ 100 o valor máximo diário do benefício, deixou de fora os policiais e bombeiros militares, além de policiais civis, penais e profissionais do sistema socioeducativo. A denúncia é da Associação dos Praças Policiais e Bombeiros Militares de Minas Gerais (Aspra-PMBM), que cobrou do governador Mateus Simões (PSD) a extensão da correção a todas as categorias da segurança pública.


Em nota, a entidade classificou a exclusão como “incompreensível e inaceitável”. A Aspra argumenta que, por se tratar de uma ajuda de custo destinada à alimentação, o benefício deveria receber o mesmo tratamento para todos os servidores, já que a inflação e os preços dos alimentos não variam de acordo com a categoria profissional.

A associação também afirma que os comandos da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e das polícias Civil e Penal sequer teriam sido comunicados previamente sobre a decisão do Comitê de Orçamento e Finanças (Cofin), entidade subordinada à Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag), responsável pela resolução que estabeleceu o reajuste.

“Os policiais e bombeiros militares, assim como os policiais civis e penais, estão trabalhando com total responsabilidade, profissionalismo e enfrentando todos os riscos próprios que a profissão impõe, e merecem ser tratados com o mesmo respeito que os demais servidores”, afirma a entidade no documento, assinado pelo presidente da Aspra-PMBM, sargento Marco Antônio Bahia Silva.

A associação pede que o governador adote medidas junto ao Cofin para estender a correção da chamada etapa alimentação aos profissionais da segurança pública que ficaram de fora da resolução. Procurada pela reportagem, a Seplag ainda não se manifestou.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

De acordo com o subtenente Héder Martins, diretor da Aspra-PMBM, o atual governo nunca valorizou os policiais, apesar de ter “feito campanha em cima da segurança pública”. “O Zema come banana e o Mateus Simões deu uma banana para os militares”, afirmou. O texto da resolução, segundo Martins, não cita expressamente os militares. “Quero crer que seja um erro, mas, se tratando deste governo, não duvido de nada”, afirmou Martins em entrevista ao Estado de Minas.

compartilhe