O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) admitiu que a atuação de sua campanha no primeiro turno esteve abaixo do esperado, apontando falhas na coordenação partidária. A avaliação ocorreu em uma reunião com parlamentares em Brasília, após o petista ficar em segundo lugar na disputa contra Flávio Bolsonaro.
Para Lula, a condução das atividades influenciou diretamente o desempenho nas urnas. O debate interno mobilizou a cúpula da campanha para traçar novas diretrizes para o período que antecede a votação final.
O que Lula disse aos aliados?
Lula classificou a campanha recente como a "menos organizada" de todas as que disputou desde 1989. O encontro na capital federal reuniu lideranças recém-eleitas e nomes jovens do Congresso, convocados para apresentar ideias para a reta final da disputa.
A equipe do presidente tem 18 dias até a votação para ajustar o percurso. Por isso, o comando da campanha iniciou conversas com diferentes frentes para remodelar a presença eleitoral e reagir à desvantagem inicial.
Quais mudanças estão sendo analisadas?
A área de comunicação e propaganda eleitoral concentra as principais avaliações de ajustes imediatos. O marqueteiro João Santana, que atuou nas vitórias de Lula em 2006 e de Dilma Rousseff em 2010 e 2014, é uma das opções cotadas para colaborar no segundo turno. Neste ano, Santana trabalhou com Ciro Gomes no Ceará e ACM Neto na Bahia.
Na véspera do encontro com parlamentares, Lula se reuniu com o chefe da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, e com o marqueteiro Raul Rabelo. A pauta abordou o planejamento estratégico e o formato dos programas a serem veiculados no rádio e na televisão.
Como a campanha pretende buscar a virada?
A intensificação do trabalho nas redes sociais é apontada pela bancada como o caminho prioritário para os próximos dias. O líder do PT na Câmara, Pedro Uczai, cobrou maior engajamento digital de Lula, parlamentares e dirigentes para disputar votos no ambiente virtual.
Uczai defendeu que a comunicação oficial deve confrontar os projetos e o histórico de cada concorrente. O deputado demonstrou confiança na recuperação do placar ao afirmar que "dá para virar a eleição".
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A definição da Presidência está marcada para 25 de outubro. No primeiro turno, Flávio Bolsonaro alcançou 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula somou 45,16%.
