A deputada estadual Bella Gonçalves (PT), candidata à Câmara dos Deputados nesta eleição, denunciou nesta terça-feira (8/9) ter recebido ameaças de morte e estupro durante a campanha.
Conforme nota divulgada nas redes sociais da parlamentar, além das ameaças pelas redes sociais, o comitê central da campanha, em Belo Horizonte, foi alvo de vandalismo. Uma placa foi arrancada do local.
“Isso não é debate político. É crime. A legislação eleitoral reconhece como violência política de gênero qualquer agressão que busque impedir ou restringir a participação de uma mulher na política em razão do seu gênero e sexualidade”, diz o texto.
Bella e familiares tiveram dados pessoais expostos durante as ameaças. A equipe dela informou que já acionou as autoridades e que manterá os dados em sigilo neste momento, para preservar a apuração.
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“Bella Gonçalves não vai se calar nem recuar. Ameaça é um ataque à democracia. Seguimos com o mandato, com a nossa campanha a deputada federal e com o compromisso de representar as mulheres de Minas Gerais”, completa a nota.
Violência política de gênero
O caso soma-se a outras ocorrências semelhantes na política mineira. A influenciadora Ana Elisa, que concorre a deputada federal pelo PT no estado, recebeu mensagens com ameaças de morte e estupro, além de conteúdo racista, na manhã de sábado (5).
Já na madrugada de sexta-feira (4), a deputada federal Duda Salabert (Psol-MG), que tenta a reeleição, foi alvo de uma tentativa de homicídio enquanto fiscalizava uma extração ilegal de minério na divisa de Belo Horizonte com Nova Lima.
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Os episódios se somam a outros casos registrados no país e revelam um cenário de violência sistemática contra mulheres na política.
