O candidato ao governo de Minas Gerais Patrus Ananias (PT) se reuniu com artistas e representantes do setor cultural nesta terça-feira (8/9), em Belo Horizonte, e se comprometeu a reestruturar a Secretaria de Estado de Cultura e aproximar as políticas públicas do setor ao Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG).
Durante o encontro, Patrus criticou o tratamento dado à cultura pelos últimos governos e afirmou que pretende estimular o setor também como forma de geração de emprego e renda. “Nós vamos retomar todas essas iniciativas em prol da cultura de Minas como fator também de geração de emprego, trabalho, renda, para as pessoas, especialmente para a nossa juventude”, ressaltou.
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Para ele, há governantes e candidatos que “não têm nenhuma vivência, nenhuma dimensão da cultura de Minas e do Brasil. Patrus também relembrou iniciativas criadas durante sua gestão como prefeito de Belo Horizonte, entre 1993 e 1996. Entre elas, citou o Festival Internacional de Teatro de Belo Horizonte (FIT) e o Festival de Arte Negra (FAN BH).
“Nós valorizamos muito a cultura. Indo pelas periferias de Belo Horizonte, pelos bairros e comunidades mais empobrecidas, eu ficava encantado com a presença cultural. Era recebido com música, com dança, com expressões corporais, com teatro, encenações. Então, essa cultura muito presente em Minas, nós vamos retomá-la”, relembrou o ex-prefeito ao comentar suas propostas de governo.
Descentralização dos recursos para a cultura
Outra proposta defendida pelo candidato é ampliar a descentralização das políticas culturais e a distribuição de recursos para regiões com menor acesso. Para o candidato, a articulação entre cultura e educação é um meio para incentivar o acesso e inclusão, seja no ensino fundamental ou superior, como Uemg e Unimontes, institutos federais e Escolas Livres de Arte e Cultura.
O candidato propõe ainda programas de incentivo à leitura, com valorização de bibliotecas e outros espaços destinados à atividade, além da ampliação dos acervos físicos e digitais. Entre as estruturas que pretende fortalecer estão o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG) e o Conselho Estadual do Patrimônio Cultural, ligados à proteção e conservação do patrimônio e da memória do estado.
Política estadual para o carnaval
O carnaval também entrou nas propostas apresentadas pelo candidato. O ex-prefeito defende a criação de uma política estadual para garantir a continuidade da festa, com fomento anual e definição antecipada de um calendário para que os envolvidos na organização possam se planejar.
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“Todos os prefeitos e prefeitas, lideranças locais, regionais, que quiserem somar conosco em prol da cultura, em prol do bem comum, do desenvolvimento econômico com justiça social, nós faremos parcerias. E eu considero que o carnaval é uma grande festa brasileira e que nós temos que mantê-la cada vez mais como expressão da paz e da celebração da nossa cultura”, disse.
