A União dos Movimentos de Direita (UMD), que reúne 12 associações do espectro político de Minas Gerais, convocou uma manifestação com o tema "Fora Lula" para a manhã deste domingo (7/9) em Belo Horizonte.
No entanto, a crise institucional que se instalou no Supremo Tribunal Federal (STF) no início da semana, reforçou o coro contra o ministro Alexandre de Moraes na Praça da Liberdade, na Região Centro-Sul da capital.
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Por outro lado, a chuva e o tempo frio podem afastar uma parcela dos manifestantes. Na concentração, as lideranças do movimento reforçaram com o público presente que o ato é apartidário. Apesar disso, a manifestação terá candidatos de vários partidos.
Flávio Roscoe (PL), candidato a governador por Minas Gerais, falou à reportagem do Estado de Minas que o quadro de Moraes e do STF se deteriorou muito nesta semana. Para ele, a manifestação não deveria ser apenas da direita, mas de todo o povo brasileiro. "Não tem a ver com partido, mas com corrupção”.
Sobre o desenrolar dos fatos que vieram à luz contra Moraes, Roscoe diz que espera que a lei prevaleça a quem é que seja, até sobre um ministro do STF. "Eles não são deuses, não estão acima de tudo e de todos. Essa função exige que a reputação seja ilibada. (Moraes) já devia ter renunciado a muito tempo, ou os pares já deveriam ter tirado, para preservar a instituição", disse o candidato.
Oração em defesa de Mendonça
No início do ato, o candidato a deputado federal Cristiano Caporezzo (PL) convocou uma oração em defesa do ministro do STF André Mendonça. Também foram lembrados os condenados pelo 8 de janeiro.
O candidato ao Senado Marco Antônio Superman (Novo) também pediu orações para Mendonça e defendeu a Responsabilização de Moraes e Paulo Gonet, procurador Geral da República que também mantinha relações com Daniel Vorcaro.
Por volta das 11h, com uma hora do início da concentração, aproximadamente metade da alameda central da praça estava ocupada por manifestantes, muitos munidos de guarda-chuvas e sombrinhas, embaixo de uma chuva fina.
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Bruno Engler (PL), candidato a deputado estadual, lembrou aos manifestantes que o próximo presidente vai indicar quatro ministros para o STF, "terrivelmente cristãos", fazendo alusão à fala do então presidente Jair Bolsonaro quando indicou André Mendonça.
