Em visita a Montes Claros, no Norte de Minas, nesta sexta-feira (4/9), o deputado federal Patrus Ananias, candidato a governador pelo PT, evitou falar sobre as suspeitas de irregularidades envolvendo o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, o procurador-geral da República, Paulo Gonet e outras autoridades e políticos no escândalo do Banco Master.
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“Olha, eu estou preocupado (com a campanha) hoje. Eu não sou juiz. Não estou acompanhando. Não sou jornalista. Hoje, todo o meu empenho está voltado para Minas Gerais”, afirmou o petista, ao ser questionado pelo repórter do ESTADO DE MINAS sobre a sua opinião a respeito das denúncias relacionadas ao escândalo do Banco Master.
Patrus Ananias participou de uma sabatina à Intertv Grande Minas, afiliada da Rede Globo. Logo em seguida, no começo da tarde, ele viajou de carro para Taiobeiras (na mesma região), onde foi programada uma carreata para o fim da tarde. Na manhã deste sábado (5/9), o petista retorna a Montes Claros para participar de um encontro com lideranças, organizado pelo deputado federal Paulo Guedes (PT).
“Campanha com o coração”
“Uma campanha feita com o coração”. É assim que Patrus define o seu trabalho eleitoral. “A campanha está sendo conduzida dentro dos princípios que marcam a minha vida política e os meus compromissos. Quando eu falo que faço política com coração, eu quero dizer que faço também com muita competência e com muita dedicação”, afirmou o representante do PT.
“A minha militância na política e presença sempre esteve voltada para o nosso compromisso com a vida, com a dignidade das pessoas, para o bem comum, uma conduta também comprometida com a ética, com a transparência, com a prestação de contas”, disse Patrus. “Então é por esse caminho que a gente vem percorrendo os caminhos de Minas para ganhar a eleição e governar bem o nosso estado”, completou.
Combate ao crime organizado
Na entrevista à afiliada da Rede Globo, Patrus Ananias assegurou que, se eleito, vai atuar duramente no combate ao crime organizado. “Nós já estamos conversando sobre os programas e projetos com a Polícia Militar e com a Polícia Civil. Conversamos também com a Polícia Federal (que está) presente aqui em Minas Gerais. Nós não vamos admitir que o crime organizado se aproprie de territórios em Minas Gerais”, afirmou o candidato a governador do PT”.
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Ele lembrou que as organizações criminosas estão dominando “áreas mais empobrecidas” como vilas e favelas, como está acontecendo em outros estados do Brasil, impedindo que as políticas públicas da educação, da saúde e da capacitação profissional possam ser presente nessas áreas”. "Nós não podemos permitir que o crime organizado se aproprie dos nossos territórios, da nossa soberania. Esse é um compromisso que eu assumo com a população”, concluiu.
