O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, demonstrou apoio ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que teve conversas com o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, vazadas.

Na manhã desta quinta-feira (3/9), o "ICL Notícias" divulgou diálogos em que o parlamentar mineiro pede a Vorcaro um favor a um amigo e diz que não teria feito crítica ao Master se soubesse que o banco pertencia ao empresário.

“A esquerda é imunda e usa o método canalha de acusar a direita do que eles fazem”, comentou Flávio. Ele também teve conversas vazadas com o banqueiro. Nos diálogos, negociava o investimento de R$ 134 milhões na produção de “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro (PL).

“Vamos pra cima, Nikolas! A melhor reposta é libertar o Brasil das mãos sujas do PT! Temos a verdade ao nosso lado, conte comigo!”, completou.

Conversas de Nikolas e Vorcaro

“Eu não fazia ideia que era esse o banco do Dani etc. e tudo, se não, obviamente eu não teria postado, já teria conversado anteriormente”, afirmou Nikolas a Vorcaro. Em abril de 2024, ele questionou a viagem de ministros do STJ, STF e TSE para o 1º Fórum Jurídico Brasil de Ideias, realizado em Londres, sob patrocínio do Master.

Em outro áudio, em março de 2025, o parlamentar pediu que Vorcaro ajudasse seu advogado e ex-assessor de seu gabinete, Thiago Rodrigues de Faria, a destravar ativos minerários no Master.

“É o seguinte, meu amigo, meu advogado, enfim, irmão meu aqui, comentou comigo e falou daqui do seu nome. Eu falei: ‘Não, conheço o Dani, enfim, não tenho a proximidade assim, até mesmo a que eu queria ter, enfim, de conversar e trocar ideia, mas eu o conheço", disse Nikolas, antes de pedir o favor.

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Em vídeo publicado nas redes sociais, o deputado disse que o diálogo é “irrelevante” e chamou o vazamento de “cortina de fumaça”. Segundo ele, o episódio desvia a atenção do relatório da Polícia Federal que mostra a relação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), com o ex-dono do Master. O documento foi revelado após quebra de sigilo da investigação pelo ministro André Mendonça, relator do caso no STF, retirar o sigilo da investigação.

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