O psiquiatra e candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) disse que quer governar o Brasil por quatro anos, de modo a “pacificá-lo” e depois “ir embora”. A afirmação foi feita ao comentar sobre uma revisão do Propag (Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados), durante visita à sede da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), em Belo Horizonte, na manhã desta quarta-feira (2/9).
O candidato deu um salto de nove pontos percentuais em pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta semana, o maior crescimento de intenção de votos entre os concorrentes, e se consolidou como o principal nome da chamada “terceira via”, passando de 2% para 11% entre as rodadas de 24 e 31 de agosto. O levantamento também mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança, com 39%, seguido por Flávio Bolsonaro (PL), com 33%.
O candidato afirmou que é necessário revisar os juros do Propag, que são “cruéis” e “asfixiam os Estados”, além de um Pacto Federativo que beneficie os municípios. “Eu sei que os estados estão atolados, eu sei que a dívida aqui [Minas Gerais] aumentou significativamente, nós temos que rever com os melhores juristas, porque não tem que ter mais guerra”.
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Ele defendeu a criação de um pacto com ajuda de membros dos poderes Executivo, Legislativo, deputados federais e senadores, além de juristas, sem que uma carreira política própria esteja em jogo. Na visão dele, que é psiquiatra e escritor de livros de autoajuda, "poder e fama infectam a mente".
“Vamos sentar juntos para de fato abraçar o país, para colocar o país nos trilhos, porque eu não quero fazer carreira política. Eu quero, se Deus me permitir, se as pessoas me escolherem, eu quero fazer um pacto com os melhores especialistas, quatro anos e vou embora, porque eu não quero fazer carreira política. Meu objetivo é pacificar essa nação e mostrar que é um jeito muito mais inteligente, elegante e nobre de viver a democracia”, defendeu.
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Cury defendeu que não concorre “para sentar na cadeira de Presidente”, e sim para “servir a nação brasileira”: “Eu não preciso do poder, nem do prestígio, nem do dinheiro do poder. É uma questão de me colocar para contribuir para a sociedade brasileira”, afirmou.
O candidato defendeu que o país invista em energias renováveis, terras raras e projetos de agricultura que foquem na produção vertical, sem a venda apenas do grão, e sim na proteína.
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Também faz parte de sua argumentação a defesa de que diplomatas brasileiros façam duas feiras a cada ano para “vender o Brasil lá fora”, contrariando um argumento anterior de que deveriam ser contratados influenciadores digitais para a propaganda brasileira. “O Brasil é amado. Chamar cantores, atores, influenciadores para que possam difundir o Brasil. Não sei se furamos a bolha, mas se furarmos, a nossa embaixada se torna embaixada 4.0 para vender com dignidade o Brasil”, afirmou.
