A maioria dos eleitores brasileiros considera que as investigações envolvendo Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), prejudicam a campanha do petista. Segundo pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (2/9), 65% avaliam que a apuração tem impacto negativo sobre a candidatura de Lula, 40% dizem que prejudica muito e 25%, um pouco.
- Quaest: Lula e Flávio Bolsonaro empatam tecnicamente no 2º turno
- Lula tem 37%, e Flávio Bolsonaro, 30% no primeiro turno; Cury chega a 10%, aponta Quaest
A percepção é semelhante em relação ao caso envolvendo o filme "Dark Horse" e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Para 64% dos entrevistados, a investigação prejudica a campanha do candidato, 42% consideram que prejudica muito e 22%, um pouco.
Maioria cobra explicações de Lula
A pesquisa também questionou os entrevistados sobre a postura de Lula diante das investigações envolvendo seu filho. Para 54%, o presidente não deu explicações convincentes sobre o caso. Outros 22% consideram que as explicações foram convincentes, enquanto 24% não souberam ou não responderam. A Polícia Federal investiga Lulinha por suspeita de tráfico de influência em órgãos federais.
Leia Mais
Entre os entrevistados, 31% afirmam que a investigação não prejudica a campanha de Lula e 4% não souberam ou não responderam.
Flávio também é cobrado
No caso envolvendo Flávio Bolsonaro, 52% dos eleitores afirmam que o senador não deu explicações convincentes sobre as investigações. Outros 24% consideram as explicações convincentes, e 24% não souberam ou não responderam.
A Polícia Federal apura supostas irregularidades na origem e no destino de recursos negociados por Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro para financiar o filme "Dark Horse", sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Para 29% dos entrevistados, a investigação não prejudica a campanha de Flávio. Outros 7% não souberam ou não responderam.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
A pesquisa
A pesquisa Quaest entrevistou 2.004 eleitores de todo o país, entre os dias 30 de agosto e 1º de setembro, por meio de entrevista presencial. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pelo Grupo Globo e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-07065/2026.
