O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparecem tecnicamente empatados em uma simulação de segundo turno da eleição presidencial, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (2/9). Lula tem 42% das intenções de voto, contra 41% do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. A diferença numérica caiu de três pontos, no levantamento anterior, para apenas um.

No confronto entre Lula e Flávio, 13% dos entrevistados afirmam que votariam em branco ou nulo ou não compareceriam às urnas, enquanto 4% estão indecisos.

O cenário é um dos cinco testados pela pesquisa. Pela primeira vez, a Quaest simulou uma disputa entre Lula e o escritor Augusto Cury (Avante), que aparece em terceiro lugar no primeiro turno, com 10%.

Lula vence os demais cenários

Apesar do empate técnico com Flávio Bolsonaro, Lula aparece numericamente à frente nos outros quatro cenários de segundo turno. Contra Ronaldo Caiado (PSD), o presidente tem 42%, ante 37% do ex-governador de Goiás. Brancos e nulos somam 17%, outros 4% dizem estar indecisos.

Na disputa com Cury, Lula registra 40%, contra 34% do candidato do Avante. O percentual de brancos, nulos e eleitores que não pretendem votar sobe para 21%, com 5% de indecisos.

Lula também supera Renan Santos (Missão), por 43% a 36%. Neste cenário, 17% dos eleitores dizem que vão votar em branco ou nulo, outros 4% se dizem indecisos. Contra Romeu Zema (Novo), Lula venceria por 44% a 33%. O percentual de votos brancos e nulos nesta disputa é de 19%; indecisos, 4%.

Voto está consolidado para 71%

A pesquisa mostra ainda que 71% dos eleitores consideram definitiva a escolha do candidato. Outros 29% afirmam que ainda podem mudar de voto até a eleição, marcada para 4 de outubro.

Lula e Flávio Bolsonaro apresentam os maiores índices de voto consolidado entre os principais candidatos. Entre os eleitores do petista, 80% dizem que a decisão é definitiva. No eleitorado de Flávio, o índice é de 75%.

Entre os eleitores de Augusto Cury, 52% consideram a escolha definitiva, enquanto 48% admitem a possibilidade de mudar de candidato. A taxa de possível mudança também é elevada entre os eleitores de Renan Santos, com 57%, e de Ronaldo Caiado, com 58%.

Flávio e Lula lideram rejeição

Flávio Bolsonaro e Lula também são os candidatos com os maiores índices de rejeição. Entre os entrevistados, 55% dizem conhecer o senador e afirmam que não votariam nele. O percentual é de 53% para Lula.

Na sequência aparecem Pablo Marçal (PRTB), com 44%; Ronaldo Caiado, com 40%; e Romeu Zema, com 38%.

Renan Santos registra 28% de rejeição, enquanto Augusto Cury tem 25%. Rui Costa Pimenta (PCO) aparece com 23%.

Os menores índices são de Clariana Barão (DC), com 7%; Hertz Dias (PSTU) e Wilson Grassi (Democrata), com 10% cada; Edmilson Costa (PCB) e Samara Martins (UP), com 11% cada.

Governo Lula tem estabilidade

A pesquisa também mediu a percepção dos eleitores sobre o governo Lula. A administração é desaprovada por 48% dos entrevistados, enquanto 45% aprovam. Segundo o levantamento, os números permanecem estáveis em relação à pesquisa anterior.

Na avaliação do governo, 37% consideram a gestão negativa, 35% positiva e 25% regular. Outros 3% não souberam ou não responderam.

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A pesquisa Quaest entrevistou 2.004 eleitores de todo o país, entre os dias 30 de agosto e 1º de setembro, por meio de entrevista presencial. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pelo Grupo Globo e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-07065/2026.

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