O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG), candidato ao Governo de Minas, saiu em defesa de Renan Santos (Missão), candidato à Presidência da República cuja campanha foi suspensa pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em vídeo publicado nas redes sociais nesta terça-feira (1º/9), Cleitinho classificou como “antidemocrática” a decisão do ministro Dias Toffoli e afirmou que se solidariza com Renan, embora o candidato já tenha feito críticas a ele.
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“Renan Santos, por mais que você não seja meu candidato a presidente, eu quero deixar meu repúdio a essa decisão antidemocrática do STF e também me solidarizar com a sua candidatura, até porque foi uma decisão monocrática. O que estão fazendo com você aqui é censura, de acabar com suas redes sociais e ainda te tirar do debate”, disse. Cleitinho recuperou falas em que Renan Santos o chamava de "câncer” e "tumor” da “política brasileira".
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Na sequência, o senador criticou o Supremo Tribunal Federal (STF) e defendeu a aprovação de uma proposta para limitar decisões individuais de ministros da Corte. “Agora eu quero deixar bem claro aqui pra vocês aqui que o câncer da política do Brasil se chama STF. A gente votou no Senado para acabar com o fim das decisões monocráticas. Esse projeto está na Câmara dos Deputados, então pensa aqui ao Hugo Motta, paute o mais rápido possível, para que os deputados possam votar o mais rápido possível o fim das decisões monocráticas e situações como essa do Renan aqui não acontecer", criticou.
Apesar das críticas ao STF, a decisão foi tomada pelo Tribunal Superior Eleitoral.
Ao final, Cleitinho reforçou a solidariedade a Renan e também as críticas que já recebeu do candidato. “Pra você ter minha solidariedade, por mais que você fale mal de mim, essa decisão do STF foi um escárnio.”
Decisão de Toffoli
A campanha de Renan Santos foi suspensa em decisão liminar de Dias Toffoli divulgada nessa segunda-feira (31/8). O ministro determinou a suspensão da propaganda eleitoral do candidato nas redes sociais e proibiu sua participação em debates.
No registro da candidatura, feito em 7 de agosto, Renan não informou à Justiça Eleitoral os 16 perfis que utilizava nas redes sociais. A relação só foi apresentada em 19 de agosto. A legislação eleitoral determina que os endereços das páginas sejam declarados no momento do registro, permitindo a fiscalização prévia.
O ministro citou como exemplo o principal perfil de Renan no Instagram, que tem mais de 2 milhões de seguidores e já veiculava propaganda eleitoral antes de os endereços serem informados ao TSE.
Campanha sem redes
Com a decisão, Renan está impedido de fazer propaganda eleitoral pelos perfis digitais informados fora do prazo. Como o Missão não dispõe de tempo de rádio e televisão, a medida atinge diretamente os principais meios de comunicação da candidatura.
Toffoli também determinou o bloqueio dos repasses do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) à candidatura. Novos saques foram proibidos, assim como o uso de valores que já haviam sido transferidos à campanha.
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A decisão também impede Renan Santos de participar de debates em rádio, televisão, podcasts ou outros meios de comunicação.
