A Justiça tornou réus seis investigados na Operação Arremate, que apura um suposto esquema de desvio de recursos envolvendo contratos da Câmara Municipal de Santa Luzia. A denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) foi recebida pela 1ª Vara Criminal e de Execuções Penais.

Segundo as informações divulgadas, tornaram-se réus Rosimeire Conceição Pessoa Rinaldi, então procuradora-geral da Câmara; Tiago Diniz dos Santos, diretor de Recursos Humanos e presidente da comissão de licitação; Heder Brum de Carvalho, chefe de gabinete do então presidente do Legislativo; Wagner de Andrade Pereira, que presidia a Casa; Ludmilla Ribeiro Braga, diretora de Planejamento, Licitações e Contratos; além do advogado Vinícius Moreira Diniz e do empresário Pablo Atenagolis da Silva Santana, apontados como alvos do processo.

De acordo com o MPMG, o esquema teria funcionado entre 2021 e 2025. A acusação sustenta que fornecedores eram previamente escolhidos para determinadas contratações e recebiam orientação sobre os valores que deveriam apresentar nas cotações.

Após a contratação, notas fiscais teriam sido superfaturadas e parte dos recursos pagos pela Câmara retornaria aos envolvidos, em dinheiro ou por transferências via Pix. Em um dos contratos investigados, a parcela supostamente devolvida teria alcançado 66% do valor total.

A investigação avançou após uma operação realizada em julho, com prisões e apreensão de celulares. Mensagens, áudios e planilhas informais de repasses encontradas nos aparelhos teriam ajudado a fundamentar a denúncia apresentada em 17 de agosto e recebida pela Justiça no dia 19.

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O recebimento da denúncia não representa condenação. Os réus poderão contestar as acusações, apresentar provas e exercer o direito à ampla defesa durante o processo.

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