Uma pergunta da jornalista Renata Vasconcellos ao ex-governador e candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) sobre a dívida de Minas Gerais ganhou grande repercussão nas redes sociais. O questionamento ocorreu na noite desta segunda-feira (24), durante a série de entrevistas do "Jornal Nacional" com os presidenciáveis de 2026, e abordou a capacidade de gestão fiscal do candidato.

A âncora do telejornal confrontou o então chefe do Executivo mineiro sobre o crescimento do endividamento do estado durante seu mandato (2019-2026). A jornalista destacou que o valor saltou de R$ 88 bilhões para mais de R$ 180 bilhões e perguntou:

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“O senhor governou Minas Gerais por quase oito anos e a dívida do governo cresceu 100%. Saltou de R$ 88 bilhões para mais de R$ 180 bilhões. Por que o eleitor deve acreditar que, se o senhor for eleito, vai conter o aumento da dívida federal, se não conseguiu fazer isso no governo de Minas?”

Em sua resposta, Romeu Zema argumentou que o aumento do débito não se deveu a novos empréstimos, mas a uma herança de gestões passadas, com juros elevados cobrados pelo governo federal. Ele também ressaltou pagamentos de dívidas atrasadas herdadas.

"A dívida de Minas foi toda feita no passado. Não fiz um empréstimo. Essa dívida foi herdada dos anos 1990, e cresceu muito devido aos juros de agiota do governo federal. Eu paguei R$ 23 bilhões para aposentados que não recebiam aposentadoria, paguei R$ 13 bilhões para o governo federal, funcionários públicos, e hoje a dívida representa muito menos para a economia de Minas do que quando eu assumi. Alguém deve R$ 10 mil; se ele ganha R$ 3 mil por mês, essa dívida pode ser considerada elevada. Se alguém ganha R$ 40 mil, pode ser que ele tenha capacidade de pagar", disse.

O valor real da dívida

Apesar dos números citados na entrevista, dados oficiais da Secretaria de Estado da Fazenda de Minas Gerais indicam que a dívida total do estado ultrapassou os R$ 200 bilhões no início de 2026.

A justificativa de Zema se concentra em dois pontos centrais. O primeiro é que a elevação do valor absoluto da dívida foi causada pela correção de juros altos sobre um montante antigo, e não por novas contrações de crédito em seu governo.

O segundo argumento é que a saúde financeira do estado melhorou, fazendo com que a dívida, embora maior em número, represente um peso proporcionalmente menor para a economia de Minas Gerais hoje do que no início de sua gestão.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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