Durante comício em Belo Horizonte na noite dessa sexta-feira (21/8), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) relatou a conversa que teve com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e afirmou ter sugerido um encontro informal para o norte-americano “tomar um golo” com líderes rivais, como Xi Jinping, da China, e Vladimir Putin, da Rússia.

"Esta semana eu estou com o saco cheio dessas guerras, dessas bravatas”, disse o petista no primeiro ato de campanha em Minas Gerais. Ele contou que ligou recentemente para o chinês, o russo e, nessa sexta, para Trump, com quem conversou por aproximadamente uma hora e meia.

“Falei: ‘Presidente Trump, a taxação que vocês fizeram ao Brasil foi feita com base na mentira. Você disse que tinha desmatamento no Brasil, e nós temos o menor desmatamento da história. Você disse que tinha trabalho escravo, e nós combatemos o trabalho escravo’”, discursou.

Segundo Lula, o presidente dos EUA reconheceu que o tratamento era injusto ao Brasil “e já pediu para o secretário de comércio ligar para o nosso Márcio [Elias Rosa, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior], e já marcaram uma reunião".

O ‘golo’ de Trump, Putin e Xi

O presidente lembrou que em setembro terá assembleia-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova York e disse que sugeriu a Trump aproveitar o evento para estreitar laços com os rivais. Xi Jinping tem visita aos EUA marcada para 24 de setembro.

“‘Convida o Xi Jinping e convida o Putin para tua casa’. Ele tem uma casa de golfe, não é na Califórnia? Convida os caras para tua casa, toma um trago. Como diria o José Alencar: 'toma um golo'. E vamos tentar encontrar o jeito de fazer paz”, sugeriu Lula.

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O presidente dos EUA, contudo, não bebe e já disse que o hábito "é uma das raras qualidades" que tem. A abstemia está ligada à morte precoce do irmão mais velho de Trump, Fred, em 1981, aos 41 anos, em decorrência do alcoolismo.

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