O candidato do Partido Comunista Brasileiro (PCB) ao governo de Minas Gerais, Túlio Lopes, afirmou que sua candidatura surgiu da mobilização dos servidores públicos e defendeu a valorização do serviço público, a redução da jornada de trabalho sem diminuição salarial e a criação de uma empresa pública de transporte para a Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH).
As declarações foram feitas na manhã desta quinta-feira (20/8), durante encontro promovido pela Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte (Granbel) com os candidatos ao governo estadual para discutir problemas e demandas dos municípios.
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Em sua fala, Lopes defendeu maior participação do Estado e das prefeituras na gestão do transporte coletivo.
“Na perspectiva da governança comunista, em toda uma tradição na cultura e política a nível internacional, nós defendemos que o protagonismo deve ser do Estado, principalmente o Estado sob a perspectiva do controle popular. E é fundamental que o Governo do Estado, juntamente com as prefeituras da Região Metropolitana, possa construir alternativas e até uma empresa pública de transporte, com a participação do Governo do Estado, dos municípios, para guardar todas as suas proporções nessa construção, uma solução para o problema da mobilidade urbana da Região Metropolitana de BH.”
Natural de Belo Horizonte, ele relatou ter trabalhado em municípios da Região Metropolitana e afirmou ter enfrentado dificuldades relacionadas à mobilidade urbana.
“Sofri bastante com as consequências dessas políticas desastrosas relacionadas à mobilidade urbana. Chegou a hora de buscarmos a alternativa, e essa alternativa tem que ser a partir da construção coletiva e compartilhada.”
Lopes afirmou que a defesa do serviço público e da educação pública de qualidade está entre os eixos de seu programa de governo. Ele também citou a redução da jornada de trabalho como uma das principais pautas de sua candidatura.
O candidato defendeu o fim da escala de seis dias de trabalho por um de descanso e a redução da jornada para 30 horas semanais, sem redução salarial.
“Isso aumenta a produtividade, gera mais empregos, garante que a condição de trabalho seja digna para o conjunto dos trabalhadores e trabalhadoras e impacta diretamente na oferta de qualidade de serviço público."
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Lopes estendeu a defesa da redução da jornada aos trabalhadores da iniciativa privada e citou a categoria dos comerciários.
