O governador e candidato à reeleição Mateus Simões (PSD), junto de seu vice, Danilo de Castro (União Brasil), reuniu-se com prefeitos, deputados federais e estaduais em um almoço no Coco Bambu Anchieta, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, na tarde desta segunda-feira (17/8).
Entre os políticos presentes, estavam o presidente estadual do PSD, o deputado Cássio Soares, a prefeita de Uberaba e vice-presidente do partido, Elisa Gonçalves, o senador Carlos Viana, além dos prefeitos Heron Guimarães (União Brasil) de Betim, Álvaro Damião (União Brasil) de BH, Guilherme Guimarães (União Brasil) de Montes Claros, e Paulo Sérgio (PP) de Uberlândia.
"Nós temos aqui hoje representados sete milhões de mineiros pelos prefeitos que estão aqui. Significa um terço da população de Minas Gerais, aqui representada", afirmou o governador. Ainda durante o encontro, foram apresentados números e avaliação da última pesquisa Quaest, de 28 de julho, e algumas das estratégias que serão adotadas pela campanha.
Governo federal
Na ocasião, o ex-vice-governador voltou a criticar a atual gestão do governo federal ao falar sobre o pagamento da dívida do estado com a União pelo Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), assunto revisitado durante o debate do último domingo (16/8), televisionado pela "TV Band Minas". A dívida mineira e o Propag estiveram entre os principais temas do encontro entre os candidatos.
Simões afirmou que o estado já pagou R$ 13 bilhões do débito, que totaliza em R$ 165 bilhoes, desde que ele e o ex-governador Romeu Zema (Novo) assumiram o comando de Minas e cobrou do governo federal investimentos no estado. Ainda enfatizou que a dívida, que considerava "impagável" no passado, hoje está dentro da capacidade financeira do estado, embora ainda pressione as contas públicas. Para ele, uma eventual renegociação deve ser tratada diretamente em Brasília.
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Questionado sobre uma eventual reeleição dele e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e como seria o diálogo após as críticas, Mateus afirmou acreditar que outros candidatos foram mais "duros" com o governo federal, inclusive ao discordarem do Propag. "Eu quero pagar. Só quero que eles recebam logo os ativos para me darem os descontos e que apliquem em Minas o valor das parcelas que estamos pagando. O mineiro paga compromisso, mas quer ver o dinheiro sendo usado onde ele é gerado. Não está certo pegar o dinheiro e levar para Brasília, como se em Minas Gerais não tivesse estrada federal para ser arrumada", defendeu.
Discordância
Mesmo com o Propag sendo um dos temas mais comentados durante o debate, o governador avaliou positivamente sua participação e afirmou ter identificado nas falas de adversários propostas que, segundo ele, já estão sendo implantadas pelo atual governo.
"Vi na boca dos nossos adversários propostas que a gente já está implantando. Acho importante discutir o que vamos fazer para frente. Lamentei não ter tido a oportunidade de falar de educação, pois tivemos, na semana passada, o melhor resultado do Ideb (principal índice da qualidade da educação básica no Brasil) de Minas. Lamento que uma parte do debate, na mão de outros candidatos, tenha descambado para ofensas pessoais e confirmo que vamos estar presentes em todos os debates apresentando as propostas."
Acusações
Simões também comentou a fala de Gabriel Azevedo (MDB) durante o debate sobre uma ligação de alguém cujo sobrenome "rimava com Vorcaro", em referência indireta a acusações envolvendo o ex-secretário de Governo Marcelo Aro (PP) e empresas ligadas ao empresário Daniel Vorcaro. O episódio foi citado por Gabriel durante a discussão sobre a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig).
Questionado sobre o conhecimento desse vínculo, Simões afirmou que há uma investigação em curso e duas auditorias internas na Cemig. "Eu já determinei imediatamente a demissão do executivo da Cemig SIM (Rubens Soalheiro de Oliveira) que está sendo acusado. Pelo governo Mateus-Zema e agora Mateus-Danilo, a regra é uma só: apareceu uma acusação e investigação, a pessoa é imediatamente demitida. Não vamos dar guarida para quem está sendo investigado. Agora, eu nem conheço Vorcaro, nunca troquei mensagem. Se alguém que passou pelo governo teve contato, deve ser responsabilizado."
Sobre a privatização da Cemig, Simões afirmou que o tema não está nos planos de sua gestão neste momento. O governador já vinha afastando a venda da companhia das prioridades do governo nos últimos meses. "A privatização da Cemig não é assunto para nós. A Copasa foi privatizada e agora a gente tem que garantir a universalização do saneamento no estado. E a Cemig tem melhorado a qualidade da prestação do seu serviço e, enquanto ela estiver avançando, não tem por que falarmos de privatização."
Agenda
No primeiro dia útil da campanha eleitoral, Mateus Simões começou a rotina antes do almoço, com um café da manhã na Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH). O encontro estava previsto para as 8h15, na sede da entidade, na Avenida João Pinheiro, no Bairro Boa Viagem, na Região Centro-Sul da capital.
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Depois, o governador segue para Araxá, no Alto Paranaíba, onde participa de um encontro com prefeitos na Associação Comercial, Industrial, de Turismo, Serviços e Agronegócios de Araxá (Acia), no Centro da cidade. Às 19h30, Simões participa de um encontro com pastores na Igreja Internacional Shekiná, no Bairro Guimarães, também em Araxá.
