O X, antigo Twitter, anunciou a implementação de mudanças em seu algoritmo de recomendação de conteúdo para usuários no Brasil. A medida visa o cumprimento da legislação eleitoral, que impõe novas regras para a divulgação de informações durante o período de campanha.
A alteração, no entanto, gerou reações internacionais. A subsecretária de Estado para Diplomacia Pública dos Estados Unidos, Sarah B. Rogers, criticou a decisão e acusou o Brasil de promover a censura, elevando a discussão a um novo patamar diplomático.
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Como o algoritmo foi alterado
Na prática, a plataforma implementou um filtro que impede que publicações de perfis oficiais de candidatos registrados na Justiça Eleitoral sejam recomendadas na aba "Para Você" para usuários que não seguem essas contas. A medida não se baseia no conteúdo das publicações, mas aplica-se uniformemente a todos os candidatos oficiais, independentemente do que postam.
A decisão foi tomada em resposta a determinações de autoridades brasileiras para garantir a integridade do processo eleitoral de 2026. A medida visa garantir isonomia entre candidaturas, reduzindo a influência dos algoritmos privados na visibilidade eleitoral, conforme determina a Resolução nº 23.610/2019 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Os posts dos candidatos continuam disponíveis em seus perfis e podem ser acessados normalmente. Usuários que seguem os candidatos também continuam vendo suas publicações em seus feeds na aba "Seguindo".
A crítica da diplomata norte-americana coloca em debate a fronteira entre a moderação de conteúdo e a liberdade de expressão. Sarah B. Rogers afirmou que a adequação da plataforma à legislação brasileira pode ser interpretada como uma forma de restringir o debate público, um ponto sensível nas relações entre os dois países.
Em comunicado, o X informou que as mudanças são necessárias para operar em conformidade com as leis locais e que o foco é cumprir a Resolução nº 23.610/2019 do TSE, que exige que plataformas com sistemas de recomendação excluam dos algoritmos os perfis oficiais de candidatos, com exceção de impulsionamento pago. A plataforma reafirmou seu compromisso com a transparência sobre as ações de moderação aplicadas.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
