O governador e candidato à reeleição, Mateus Simões (PSD), defendeu a gestão estadual ao tratar da dívida de Minas Gerais e criticou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o primeiro debate entre os candidatos ao Palácio Tiradentes, neste domingo (16/8).

Simões afirmou que o estado já pagou R$ 13 bilhões do débito desde que ele e o ex-governador Romeu Zema (novo) assumiram o comando de Minas e cobrou do governo federal investimentos no estado.

"Em Minas a gente paga o que deve, pelo menos quando é administrado por gente com compromisso, no passado já foi diferente", disparou em indiretas a gestão anterior de Fernanda Pimentel (PT), marcada por atrasos em repasses e pagamentos dos funcionários públicos.

Segundo Simões, a dívida, que considerava impagável no passado, hoje está dentro da capacidade financeira do estado, embora ainda pressione as contas públicas. Para ele, uma eventual renegociação deve ser tratada diretamente em Brasília.

Simões afirmou que pretende procurar o próximo presidente da República para discutir a relação financeira entre Minas e a União. Ao mencionar o governo Lula, disse esperar que o próximo ocupante do Palácio do Planalto tenha uma postura diferente. "Espero que seja outro, para que a gente não seja de novo prejudicado pelo atual", criticou.

O candidato também cobrou que parte dos recursos pagos por Minas à União seja revertida em investimentos no estado. Segundo ele, o governo mineiro repassa cerca de R$ 600 milhões por mês ao governo federal.

"Os R$ 600 milhões por mês que nós estamos entregando para o governo federal não estão voltando em obras das BRs que estão em péssimo estado, não estão se transformando em novos trilhos de trem", afirmou.

Simões defendeu que os recursos pagos por Minas sejam acompanhados de investimentos federais em infraestrutura, citando rodovias e ferrovias como exemplos.

A discussão ocorreu durante o primeiro debate televisivo entre os candidatos ao governo de Minas nas eleições de 2026. O encontro, inicialmente previsto para a semana passada, foi adiado em razão da falta de definições sobre as candidaturas no estado.

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Além de Simões, participam Alexandre Kalil (PDT), Flávio Roscoe (PL), Cleitinho Azevedo (Republicanos) e Gabriel Azevedo (MDB). O deputado federal Patrus Ananias (PT) não participa do debate. Na tarde deste domingo, ele esteve em São Bernardo do Campo (SP) para o lançamento da candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição.

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