O candidato do MDB ao governo de Minas, Gabriel Azevedo, afirmou neste domingo (16/8), antes do primeiro debate entre os postulantes ao Palácio Tiradentes, que pretende usar o confronto para apresentar propostas e evitar ataques aos adversários. "Não tem embate", resumiu. Para ele, o eleitor deve comparar os planos de governo e avaliar as soluções apresentadas para os problemas do estado.

Azevedo disse que sua estratégia será defender ideias "sem gritar e respeitando todo mundo, inclusive os adversários". Entre as propostas que pretende levar ao debate, citou medidas para reduzir a fila de cirurgias, melhorar a comunicação com famílias de pacientes e mudar a concepção sobre o papel das escolas. “Escola não é só depósito de adolescente, é lugar para aprendizagem", criticou.

Para a segurança pública, disse que a prioridade deve ser garantir recursos para as forças policiais e combater o crime por meio da atuação do Estado.

Questionado se pretende ocupar o espaço de centro e se colocar fora da polarização, Azevedo afirmou que o eleitor mineiro busca um governador capaz de dialogar com diferentes forças políticas.

“Quem se coloca fora da polarização em Minas Gerais é a maior parte do eleitorado mineiro. A maior parte dos nossos eleitores quer um governador que converse com qualquer presidente da República e, sobretudo, não troque a oportunidade de conversar com o povo mineiro por ninguém. Eu jamais deixaria de vir a esse debate por qualquer pessoa que fosse", disparou.

O deputado federal Patrus Ananias (PT) não comparece ao encontro desta noite. Nesta tarde, ele esteve em São Bernardo do Campo (SP) para o lançamento da candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição, por isso não comparece.

Sem alvo

Azevedo também foi questionado sobre as críticas que já fez ao governador de Minas e se Mateus Simões seria um alvo preferencial durante o debate. O candidato rejeitou a ideia. "Não é tiro ao alvo aqui, aqui é debate", respondeu.

Apesar disso, apresentou diferenças que pretende estabelecer em relação à atual administração. Na área de segurança, afirmou que pretende dar atenção aos excedentes da Polícia Civil e à valorização da corporação – críticas às declarações recentes do governador que se disse contra “excedentes” em concursos públicos.

Na educação, disse que pretende manter diálogo com os professores e criticou a relação do governo com a categoria. "Eu sou filho de professor, quero tratar os professores com diálogo", afirmou.

Primeiro debate

O encontro deste domingo marca o primeiro debate televisivo entre os candidatos ao governo de Minas nas eleições de 2026. Inicialmente previsto para a semana passada, o evento foi adiado em razão da falta de definições sobre as candidaturas no estado.

Além de Azevedo, participam do debate Alexandre Kalil (PDT), Flávio Roscoe (PL), Cleitinho Azevedo (Republicanos) e Mateus Simões (PSD).

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*Com Marcos Vieira

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