A federação União Progressista (formada por União e PP) vai apoiar a reeleição do governador Mateus Simões (PSD), em mais uma reviravolta às vésperas do início da campanha, na noite desta quarta-feira (5/8).

O ex-secretário Marcelo Aro (PP), chamado de traidor pelo governador, voltará à disputa pelo Senado Federal. O senador Carlos Viana será o candidato do PSD, e o influenciador Marco Antônio Costa, o "Superman", pelo Novo. Não haverá coligação ao Senado, no modelo "cada um por si".

A vice de Simões ficou com Danilo de Castro (União), ex-deputado federal por três mandatos. 

"A composição representa a convergência de importantes forças políticas em torno de um projeto de estabilidade, diálogo e desenvolvimento para Minas Gerais", disse a federação União-PP, em nota.

Dessa forma, a campanha do governador terá uma coligação entre PSD, União-PP, Novo, PRD-Solidariedade e Avante.

'Traição' de Aro

Há menos de uma semana, Marcelo Aro rompeu com o governador e contou a ele que estava articulando a própria candidatura para o Executivo estadual. A situação gerou a exoneração do o secretário de Governo, Castellar Neto (PP), um dos principais aliados de Aro, e outros 20 servidores da pasta.

Logo após o encontro, Simões teceu duras críticas ao ex-aliado, que era pré-candidato ao Senado, mas estava insatisfeito em ter que disputar ao lado de Carlos Viana, com quem tem desavenças públicas, além do receio em dividir o eleitorado.

“Marcelo Aro traiu o governo, traiu o [ex-]governador Romeu Zema depois de parasitar o governo", disse o governador, na última quinta-feira (30/7).

"Foi abrigado no governo durante quatro anos. Perdeu a eleição lá atrás, veio para o governo, exerceu posições importantes na Casa Civil e na Secretaria de Governo, mas anunciou que está virando as costas para o projeto. Não ao meu projeto, mas ao projeto também do governador Romeu Zema, que foi quem o trouxe para o governo originalmente", completou, na ocasião.

Convenção da União-PP

Na segunda-feira (3), a convenção da federação União-PP terminou sem encaminhar o nome de Marcelo Aro ao governo. Os discursos no evento, porém, deram indícios de que esse seria o caminho.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

“Nós precisamos de pessoas que queiram, de fato, fazer essa terra voltar para onde nunca deveria ter saído. (…) Infelizmente Minas saiu do protagonismo nacional há alguns anos. E eu quero dizer para vocês que eu estou à disposição do nosso partido”, discursou Aro.

compartilhe