O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) será retratado no filme "Dark horse", dirigido por Cyrus Nowrasteh. O longa abordará os bastidores da campanha presidencial de 2018, incluindo o ataque a faca sofrido pelo então candidato em Juiz de Fora (MG), na Zona da Mata.
A produção ganhou mais destaque após uma reportagem do Intercept Brasil revelar que o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, teria destinado R$ 61 milhões para financiar o projeto.
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Jim Caviezel, conhecido pelo papel de Jesus Cristo em "A paixão de Cristo", interpretará Bolsonaro. O ator se tornou notório nos últimos anos por declarações antivacina e apoio a teorias conspiratórias.
O roteiro é assinado pelo deputado federal Mario Frias (PL), ex-secretário de Cultura. Segundo ele, o filme busca apresentar “a verdade” sobre os eventos de 2018 para o público simpático ao ex-presidente.
O elenco conta ainda com Marcus Ornellas como Flávio Bolsonaro; Sérgio Barreto no papel de Carlos; e Eddie Finlay interpretando Eduardo. O lançamento de "Dark horse" está previsto para 11 de setembro nos cinemas brasileiros.
Vorcaro
De acordo com o Intercept Brasil, o senador Flávio Bolsonaro (PL) solicitou os recursos para a produção a Vorcaro. A reportagem aponta que R$ 61 milhões foram pagos em operações financeiras entre fevereiro e maio de 2025.
Parte do valor teria sido transferida pela Entre Investimentos e Participações para o fundo Havengate Development Fund LP, sediado no Texas e controlado por aliados de Eduardo Bolsonaro, conforme a publicação.
Áudios divulgados pelo site mostram Flávio e Vorcaro discutindo a produção e atrasos nos pagamentos. Em uma das conversas, o senador menciona o risco de “dar calote” em profissionais como Jim Caviezel e o diretor Cyrus Nowrasteh.
Denúncias nos bastidores
Trabalhadores brasileiros que participaram das gravações em São Paulo, entre outubro e novembro de 2025, fizeram denúncias sobre as condições de trabalho. Figurantes e técnicos relataram agressões, problemas estruturais e condições inadequadas.
Um ator afirmou ter sido agredido pela segurança durante uma diária no Memorial da América Latina. Ele relatou que a produção proibiu celulares no set, mas não ofereceu um local para guardá-los. Ao entrar com o aparelho, disse ter sido arrastado e empurrado para fora do local.
Segundo a Revista Fórum, o mesmo ator relatou atrasos em pagamentos e problemas com a alimentação. De acordo com ele, figurantes receberam comida estragada e alguns trabalhadores chegaram a fazer necessidades fisiológicas na própria roupa por serem impedidos de deixar o set.
O Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões de São Paulo (Sated-SP) recebeu as queixas e abriu um dossiê para apurar o caso.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
